Kimi K3.1 Pro · Análise

Kimi K3.1 Pro é lançado: API um terço mais barata que a do K3 e liberação dos pesos prevista até 4 de novembro

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ResumoO Kimi K3.1 Pro já está disponível, com janela de contexto de 1 milhão de tokens. A API custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Na versão Highspeed, essas duas tarifas dobram. A Kimi promete liberar os pesos até 4 de novembro; os resultados de desempenho ainda precisam ser confirmados por testes independentes.

O Kimi K3.1 Pro foi lançado na madrugada de 23 de outubro. Já é possível usá-lo em serviços hospedados, mas quem pretende executar o modelo em infraestrutura própria terá de esperar. A Kimi diz que liberará os pesos até 4 de novembro.

A empresa afirma que o modelo se equipara aos modelos proprietários mais avançados em programação e tarefas com agentes. Por enquanto, essa afirmação se apoia nos resultados da própria Kimi. Ainda faltam avaliações independentes para saber se esse desempenho se confirma.

Um computador retrô exibe o Kimi Code na prévia oficial do K3.1.
A tela do terminal na prévia oficial da Kimi.

Quem já pode usar o Kimi K3.1 Pro?

Há quatro formas de acesso no lançamento: Kimi.ai, Kimi Work, Kimi Code e a API da Kimi. O identificador do modelo na API é kimi-k3.1-pro.

Também existe a versão Highspeed, kimi-k3.1-pro-highspeed, que, segundo a Kimi, é de duas a três vezes mais rápida. A página oficial de preços informa que ela tem as mesmas capacidades e a mesma janela de contexto da versão padrão.

Usuários corporativos têm uma etapa a mais. A Kimi diz que os administradores podem habilitar o modelo para suas organizações no Kimi Enterprise; no lançamento, ele vem desativado por padrão.

Os pesos do modelo ainda não foram liberados. A publicação de lançamento da Kimi aponta 4 de novembro como data de liberação, enquanto o blog diz que eles serão disponibilizados até essa data. O anúncio não especifica uma licença.

A Kimi informa uma janela de contexto de 1 milhão de tokens, suporte a entradas multimodais e uma arquitetura de mistura de especialistas (MoE), com 2,8 trilhões de parâmetros no total, dos quais 104 bilhões são ativados por token processado. A empresa o descreve como um modelo da “classe de 3T”; o total declarado é de 2,8 trilhões.

Acesso ao Kimi K3.1 Pro em quatro serviços hospedados, com liberação dos pesos prevista até 4 de novembro.
Formas de acesso no lançamento e data anunciada para a liberação dos pesos.

O que mostram os testes da própria Kimi?

Os resultados abaixo vêm dos testes da própria Kimi. Eles ainda não foram reproduzidos de forma independente.

O Terminal-Bench 4.0 mede a capacidade de um modelo de executar tarefas em um terminal. O K3.1 Pro atinge uma taxa de sucesso de 65,7%, próxima dos 66,4% do Claude Opus 5.5 e acima dos 58,2% do GPT-6 Astra. A Kimi também relata uma melhora em relação ao K3 em tarefas de programação de longa duração.

Taxas de sucesso no Terminal-Bench 4.0 divulgadas pela Kimi: Opus 5.5 com 66,4%, K3.1 Pro com 65,7% e GPT-6 Astra com 58,2%.
Terminal-Bench 4.0, segundo os resultados divulgados pela Kimi.

A criação em 3D e a modelagem CAD estão entre os principais focos deste lançamento. O BenchCAD avalia a capacidade do modelo de reconstruir um objeto 3D por meio de código CAD, a partir de imagens renderizadas de diferentes ângulos. A pontuação considera a sobreposição de voxels.

Com ferramentas, o K3.1 Pro fica um pouco atrás do Opus 5.5 e do GPT-6 Astra e chega a uma pontuação próxima à do Claude Fable 5.1. Sem ferramentas, fica praticamente empatado com o Opus 5.5 e bem à frente do Fable 5.1.

BenchCAD com ferramentas: Opus 96,2; GPT-6 Astra 95,9; Kimi 92,7; Fable 92,6. Sem ferramentas: Opus 73,0; Kimi 72,8; Fable 60,6.
Resultados do BenchCAD com e sem ferramentas.

A Kimi também destaca a redução de alucinações. O gráfico do dia do lançamento, reproduzido abaixo, apresenta uma taxa de alucinações por afirmação de 8,3% para o K3.1 Pro, contra 23,4% do K3, uma queda de cerca de 65%. Nessa comparação, o Opus 5.5 tem uma taxa maior; o GPT-6 Astra, menor.

A Kimi descreve a avaliação como um teste de estresse, com perguntas deliberadamente difíceis. Esses números não representam a taxa geral de erros no uso cotidiano.

Gráfico de alucinações do lançamento: GPT-6 Astra 5,5%; Kimi K3.1 Pro 8,3%; Opus 5.5 15,0%; GLM-5.3 22,6%; Kimi K3 23,4%.
Comparação de alucinações no lançamento. Quanto menor a taxa, melhor.

Na consulta feita em 23 de outubro de 2026, o guia de início rápido da API da Kimi apresentava outra taxa de alucinações por afirmação: 6,85%. O gráfico acima mantém os 8,3% do artigo original; os dois números publicados não devem ser tratados como equivalentes.

Em cibersegurança, a Kimi diz que o K3.1 Pro continua atrás de modelos proprietários de ponta que já estão disponíveis ao público há pelo menos três meses. A empresa também afirma que pretende evitar a liberação de pesos abertos de modelos que superem as capacidades cibernéticas mais avançadas já disponíveis.

Na data do relato original, os resultados independentes ainda estavam pendentes. A Artificial Analysis não havia incluído o K3.1 Pro no ranking quando o texto foi escrito. No ranking da AA naquele momento, o K3 (max) tinha 44 pontos, enquanto o líder, Claude Opus 5.5, tinha 58. A posição do novo modelo dependerá da avaliação da própria AA.

Quanto custa usar a API?

A API do K3.1 Pro custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, um terço a menos que os US$ 3 e US$ 15 do K3. Na versão Highspeed, as tarifas de entrada e saída são o dobro das da versão padrão: US$ 4 e US$ 20.

Preços oficiais da API em dólares americanos por milhão de tokens, em 23 de outubro de 2026.
ModeloEntradaSaídaAcerto de cache
Kimi K3US$ 3,00US$ 15,00US$ 0,30
K3.1 Pro HighspeedUS$ 4,00US$ 20,00US$ 0,20
Comparação de preços da API do Kimi K3, K3.1 Pro e Highspeed, com destaque para o K3.1 Pro padrão.
Preços por token do K3, K3.1 Pro e Highspeed. O preço dos tokens de entrada lidos do cache é o mesmo nas duas versões do K3.1 Pro.

Com os dados disponíveis no lançamento, a análise de custo-benefício se limita a dois pontos: desempenho próximo ao do Opus 5.5 no Terminal-Bench realizado pela Kimi e preço por token um terço menor que o do K3. Uma comparação justa de pontuação e custo com outros fornecedores exige resultados independentes obtidos em condições comparáveis. Os dados disponíveis neste relato ainda não permitem traçar esse gráfico.

O preço por milhão de tokens também é diferente do custo de concluir uma tarefa.

Os testes cegos se concentram em resultados visualmente atraentes

Nos dias anteriores ao lançamento, um modelo anônimo chamado Kibitz chamou a atenção na Arena. Muitos usuários acreditavam que fosse o K3.1, mas a Kimi não confirmou a ligação. A Arena costuma usar versões preliminares, que podem diferir do modelo lançado. Os exemplos abaixo vieram desses testes cegos.

@k2sbhai usou um único prompt para criar um configurador de BMW M5 em Three.js. Era possível mudar a pintura, abrir as portas e alternar os ângulos da câmera.

@abhinavflac comparou o Qwen 4 e o Kimi com o mesmo prompt de um “vale de cerejeiras em flor feito de voxels”. A cena do Kimi se aproximava mais do realismo, com neblina, montanhas ao fundo e uma ponte vermelha sobre um rio. O Qwen 4 usou mais roxo e rosa, com blocos maiores.

@chetaslua colocou o Kimi e o Claude Fable 5.5 no conhecido teste de desenhar, em SVG, um pelicano andando de bicicleta. Seu comentário foi apenas: “Estamos bem servidos esta semana”.

Também houve exemplos menos favoráveis. @Haleeeemahh comparou quatro modelos em uma animação de uma girafa correndo. A girafa do Kimi tinha o corpo curto e as pernas finas; no fim, o avaliador escolheu o Gemini.

A prévia oficial seguiu uma linha parecida. Um prompt no terminal pedia: “Crie uma cena 3D procedural complexa em Three.js”. Em seguida, apareciam partículas, estruturas em wireframe e cenas 3D.

O que ainda merece cautela?

O principal problema é que a própria Kimi realizou os testes e divulgou as pontuações. A empresa também diz que alguns modelos concorrentes encontraram respostas de referência na internet durante o OfficeQA Pro e receberam nota zero nessas questões. Esse critério reduz a pontuação dos concorrentes, por isso a comparação exige cuidado.

Os relatos da comunidade ainda são pontuais. @Fei2411 disse ter visto 117 tokens por segundo, e @ai_funss relatou cerca de 120. Os relatos não informam se o modelo testado era a versão padrão ou a Highspeed. O texto original não trazia uma medição oficial correspondente.

@akazwz_ relatou que, na assinatura do Kimi Code 699 que já utilizava, a cota de uso da janela de cinco horas passou a ser consumida perceptivelmente mais rápido após a troca para o K3.1 Pro. Essa observação também não tinha uma explicação oficial.

Os exemplos reunidos no relato original eram quase todos de geração de conteúdo 3D e SVG. Não incluíam testes práticos de tarefas de longa duração executadas por agentes nem de refatoração de grandes bases de código.

O que vem a seguir?

O K3 foi lançado em 16 de julho. O K3.1 Pro chegou pouco mais de três meses depois, um intervalo curto.

Por enquanto, a disponibilidade do serviço e os preços estão confirmados. A data de liberação dos pesos ainda é uma promessa. Para saber se o K3.1 Pro realmente se aproxima do Opus 5.5, será preciso esperar por avaliações independentes e testes reproduzíveis após a liberação dos pesos.